A era dos investimentos desenfreados parece ter ficado definitivamente para trás. Mas como as startups podem transformar esse momento em uma vantagem, criando estruturas mais sólidas e preparadas para resistir a crises?
É com esse pensamento que as startups camelos vêm ganhando força. Inspiradas pela resiliência dos camelos – animais adaptados para suportar longos períodos em condições hostis –, as startups camelo buscam operar com eficiência, flexibilidade e foco em sustentabilidade, características que lhes permitem crescer com menor dependência de investimento externo. Diferente das startups “unicórnio”, que focam em crescimento acelerado impulsionado por aportes, o camelo busca a autossuficiência e o crescimento contínuo. Em tempos de crise, essa abordagem pode ser a diferença entre o fechamento precoce e a sobrevivência a longo prazo.
O primeiro passo para toda startup que deseja prosperar atualmente é analisar e se antecipar aos possíveis riscos do seu mercado de atuação, modelo de operação e até da região em que atua. Ao prever possíveis crises ou ameaças, é possível desenvolver um plano de ação para que a startup se adapte e prospere, em vez de apenas reagir. Isso inclui se preparar para imprevistos, como mudanças nas leis, que podem parecer detalhes menores, mas causam grandes impactos para quem não está pronto.
A flexibilidade dos fundadores pode ser a grande chave para uma startup sobreviver a períodos de crise. As startups cresceram, prosperaram e se multiplicaram. Nesse processo muitas empresas surgiram focadas em tecnologia e digitalização, mas podem ter se esquecido de que uma startup, é por essência, inovadora mesmo em seus processos internos.
As startups mais preparadas são aquelas que têm uma cultura de experimentação. Ao contrário de grandes corporações, que são muitas vezes lentas para mudar de direção, uma startup pode e deve estar pronta para se adaptar rapidamente. Como muitos investidores nos alertam, é comum que as startups mais bem-sucedidas tenham passado por múltiplos “pivôs” antes de acertarem o modelo ideal.
Isso não significa que os planos não sejam importantes, muito pelo contrário. Uma das grandes vantagens competitivas de uma startup é ter um plano estruturado a longo prazo. Essa mentalidade evita que as decisões sejam tomadas com pressa ou baseadas exclusivamente em ganhos imediatos. O que implica em fazer escolhas estratégicas que favorecem o crescimento constante e saudável, mesmo que a trajetória seja mais lenta.
O ponto-chave aqui é a capacidade de reinvenção. Empresas que conseguem enxergar as mudanças como momentos para ajustes e reinvenções saem mais fortes. A resiliência não se constrói de forma reativa, mas sim com um planejamento estruturado e um foco contínuo na flexibilidade e na inovação interna.
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GABRIELA BRAZ DE ANDRADE
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