A idealizadora do Desfile Beleza Negra, Dai Schmidt, foi alvo de ataques nas redes sociais após se manifestar em defesa da atriz Bella Campos, criticada em uma matéria publicada pelo portal de Léo Dias. Em um comentário que ultrapassou mil curtidas em poucas horas, Dai apontou o padrão exaustivo de descredibilização enfrentado por artistas negros que alcançam protagonismo na mídia.
> “No momento em que artistas negros alcançam destaque, surgem os questionamentos sobre seu talento, como se não fosse resultado de esforço, estudo e excelência”, escreveu.
Dai ainda destacou que esses ataques não são casos isolados, mas partes de um sistema. “Racismo não é só sobre cor de pele. É sobre como a sociedade lê e interpreta essa cor”, escreveu em resposta a um seguidor. A afirmação gerou grande repercussão e dividiu opiniões — muitos a apoiaram, outros a atacaram, inclusive colocando em dúvida a legitimidade do projeto social que ela lidera.
Mas Dai não se calou. Em outras postagens, ela explicou o que muitos insistem em ignorar: o racismo vai muito além das ofensas explícitas. É estrutural, institucional e velado.
> “Racismo estrutural está nas engrenagens da nossa sociedade, moldando quem tem acesso, quem é promovido, quem é ouvido.
Racismo institucional opera dentro das escolas, da mídia, do judiciário — onde pessoas negras são sistematicamente invisibilizadas ou tratadas com desconfiança.
E o racismo velado… é aquele que se disfarça de opinião, de piada, de crítica ‘construtiva’, mas que só aparece quando o talento, a beleza e a inteligência vêm de corpos negros.”
O Desfile Beleza Negra é um projeto reconhecido por valorizar a estética, a identidade e os talentos da população negra, especialmente de comunidades em situação de vulnerabilidade social. A tentativa de deslegitimar sua fundadora mostra o quanto o ativismo negro ainda incomoda — principalmente quando ocupa espaços de destaque e influência.
Em um momento histórico em que vozes negras seguem sendo desacreditadas, Dai Schmidt reforça que a luta por equidade racial não é uma escolha, é uma necessidade. O protagonismo negro não é exceção — é resultado de talento, resistência e competência. E não será silenciado.
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DAIANE ARAUJO DA SILVA
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