Vários fatores explicam o aumento do número de pessoas investindo em criptomoedas nos últimos anos. Além da busca pelo lucro, os investidores também se sentem determinados para ingressarem no mundo dos ativos digitais muito por conta da forte segurança que existe no setor.
Um dos pilares da proteção no setor é a segurança inerente à tecnologia blockchain. Baseada em criptografia e descentralização, ela foca em garantir a integridade e a imutabilidade do registro de transações, dificultando adulterações e fraudes diretamente na cadeia de blocos. Embora fundamental, a segurança completa do usuário também exige práticas pessoais seguras (como proteção de chaves privadas) e cuidado ao interagir com aplicações descentralizadas, pois a tecnologia blockchain por si só não impede todos os tipos de ataques digitais ou golpes como o phishing. Ela se tornou uma peça chave na economia digital.
A segurança do blockchain está baseada em três pilares: descentralização, consenso e imutabilidade.
A descentralização se refere à transferência do controle de uma entidade centralizada para uma rede distribuída. Isso geralmente favorece a otimização na distribuição de recursos e aumenta a resiliência dos serviços, embora o desempenho em termos de velocidade possa não ser necessariamente superior ao de sistemas centralizados otimizados.
Ela também é irreversível. Uma transação feita com a segurança blockchain não passa por adulteração.Já a ideia de consenso se dá pela participação coletiva na rede distribuída. Ela ajuda a prevenir atividades maliciosas. As tecnologias de registro são impedidas de serem alteradas por um indivíduo, não havendo um ponto centralizado de falha.
Métodos para verificar transações: Proof of Work vs. Proof of Stake
Os mineradores utilizam dois mecanismos para validar suas transações: Proof-of-Work (PoW) e Proof-of-Stake (PoS).
O Proof of Work (prova de trabalho, em português) é o método mais tradicional entre os dois. Nele, os mineradores têm a possibilidade de realizarem cálculos matemáticos de um grau de dificuldade elevado e assim conseguem garantir suas recompensas.
O Proof of Work (PoW), enfrenta desafios significativos, incluindo alto consumo de energia, baixa escalabilidade e risco de centralização da mineração, já que grandes pools dominam a rede. Além disso, a possibilidade de um ataque de 51%, em que um grupo controla a maioria do poder computacional, representa uma ameaça à segurança. Esses fatores levaram ao desenvolvimento de alternativas como o Proof of Stake (PoS), que oferece maior eficiência e sustentabilidade.
Já no Proof of Stake (prova de participação, em português) é o mecanismo que conta com validadores, que são escolhidos para criar novos blocos com base na quantidade de criptomoedas que possuem e bloqueiam. Assim a alternativa permite gastar menos energia.
Criptografia: Chaves públicas e privadas na proteção de ativos
A criptografia de chaves públicas e privadas é essencial para a segurança de ativos digitais, especialmente em criptomoedas e comunicações online.
Esse sistema utiliza um par de chaves matematicamente relacionadas: a chave pública, que pode ser compartilhada livremente para receber informações ou ativos, e a chave privada, que deve ser mantida em sigilo, pois é usada para assinar transações e acessar os ativos protegidos.
Esse método garante autenticidade, integridade e confidencialidade, tornando ataques e fraudes extremamente difíceis. É a base da segurança de sistemas descentralizados, como o Bitcoin, e de protocolos de comunicação seguros, como o SSL/TLS na internet.
O papel do smart contracts no combate às fraudes
Um outro ponto importante na proteção do mundo das criptos é o smart contract. Ele é um programa executado de forma automática que traz transparência, redução de gastos e de tempo, além de mais segurança em toda a operação de transação.
Com os smart contracts, as transações podem ser realizadas automaticamente conforme programado, sem a necessidade de um intermediário ou fiscalizador externo. No mundo cripto, eles oferecem um alto grau de confiabilidade e transparência, pois executam exatamente o que está escrito em seu código. No entanto, não devem ser vistos como inerentemente “à prova de fraudes”.
Embora operem de forma descentralizada e as transações registradas na blockchain sejam imutáveis, a segurança de um smart contract depende crucialmente da qualidade e da auditoria do seu código. Vulnerabilidades, bugs ou lógicas mal implementadas no código podem ser exploradas por atacantes, levando a perdas financeiras.
Os smart contracts utilizam a tecnologia blockchain para reforçar a segurança e a automação das transações, mas a proteção efetiva dos ativos envolvidos depende da robustez do código do contrato e das práticas de segurança dos usuários.
Ataques 51%: Os riscos e como evitá-los?
Uma das ameaças para a segurança de redes blockchain é o chamado Ataque de 51%. Ele é classicamente associado a redes Proof of Work (PoW) e ocorre quando um único minerador ou um grupo coordenado consegue controlar mais da metade (51% ou mais) do poder computacional total da rede (hash rate). Embora mecanismos Proof of Stake (PoS) tenham dinâmicas e vetores de ataque diferentes, o risco conceitual de um agente ou grupo obter controle majoritário sobre o processo de validação para tentar manipular a rede também existe, ainda que com barreiras e custos distintos.
Esse controle permite com que eles tenham a possibilidade de manipular as redes. Neste caso, poderiam impedir novas transações de receberem confirmações, ou interromper pagamentos entre usuários ou reverter transações, fazendo a perda de confiança da rede.
Não é simples, mas é possível evitar o Ataque 51%. Uma das maneiras é um monitoramento da rede de forma regular. O que pode ajudar a prevenir esses ataques são estratégias como maior descentralização da mineração, uso de algoritmos híbridos e mudanças no protocolo de consenso.
Carteira fria vs. carteira quente
Há duas maneiras de armazenar suas criptomoedas, em carteiras frias ou quentes. As carteiras frias são offline. Geralmente, são usadas para armazenamento seguro e investimentos a longo prazo dos criptos. Sua vantagem é ser menos vulnerável a ataques, tendo mais segurança às criptomoedas. Por outro lado, é menos prática para realizar transações regulares.
Já as carteiras quentes são online, conectadas à internet. São mais utilizadas para transações regulares e baseadas em software. Seu ponto positivo é a facilidade de uso. Com ela, você pode armazenar e realizar a movimentação de tokens em qualquer lugar. Seu aspecto negativo é ser mais vulnerável a ataques online.
CEO da Futokens, Matheus Medeiros comentou sobre o planejamento para utilizar as carteiras.
“Ambas carteiras, as frias e as quentes, têm suas vantagens e desvantagens. Dependendo de cada necessidade, uma delas pode te atender melhor. É importante saber o que cada uma delas oferece e qual se encaixa melhor com a necessidade e seu planejamento”, disse o CEO.
Golpes de phishing no mundo cripto: Como reconhecer as fraudes e proteger seus ativos
Na atual década, aumentaram os ataques cibernéticos denominados de “phishing”. Ele é um golpe com e-mails falsos, mensagem por aplicativo, SMS (Serviço de Mensagens Curtas) ou chamada telefônica, que buscam com que o usuário clique em um link que contém malware. Caso o indivíduo clique no local indicado, os criminosos conseguem ter acesso ao dispositivo.
Vem se tornando cada vez mais difícil reconhecer esse tipo de fraude. Isso porque os criminosos têm feito e-mails falsos que aparentam cada vez mais serem reais, indicando a falta de pagamento de um boleto, o atraso de uma conta, uma oferta de emprego, entre outras táticas com o objetivo de encorajar o usuário a entrar no link.
Existem algumas maneiras de se precaver destes golpes, como explica Matheus Medeiros.
“Uma maneira de evitar este golpe é sempre checar o endereço do e-mail do remetente. Se você não souber se é um e-mail real, se estiver em dúvida, entre no site oficial, ligue, entre em contato com o serviço de atendimento ao consumidor e cheque a veracidade. E nunca abrir links antes de ter essa certeza”, disse Matheus.
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NATHALIE MARIA OLIVEIRA SILVA
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