No último dia 24, em Fortaleza, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, revelou que o Brasil chegou à menor taxa de analfabetismo de sua história entre a população adulta (acima de 15 anos). De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Educação 2025, realizada pelo IBGE, o número de analfabetos caiu para 8,4 milhões, representando 4,9% da população, o menor percentual desde 2016.
O ministro destacou que, conforme a UNESCO, essa redução significa que o analfabetismo deixou de ser um problema estrutural no país. “Nós passamos 526 anos perseguindo esse número. Pela primeira vez, o analfabetismo deixou de ser um problema estrutural no Brasil,” afirmou Barchini.
O anúncio foi feito durante um evento no Ceará, onde o ministro também mencionou o aumento de 40 mil matrículas na Educação de Jovens e Adultos (EJA) desde 2023, um reflexo das políticas de recomposição de matrículas que estavam estagnadas desde 2019, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.
Além disso, Barchini apresentou três indicadores que mostraram melhorias significativas:
- Queda de 61% no abandono escolar desde 2022;
- Redução de 62% na reprovação escolar;
- Diminuição de 28% na distorção idade-série.
“Tudo isso aconteceu sem que a qualidade da educação fosse comprometida,” enfatizou o ministro, que também detalhou ações como a expansão de escolas em tempo integral e o aumento de recursos no Fundeb.
Segundo Barchini, o sucesso dos índices educacionais é atribuído ao programa Pé-de-Meia, que incentiva a frequência escolar entre os jovens do ensino médio público, resultando em maior engajamento e presença nas aulas.

