No dia 7 de abril é realizado o Dia Mundial da Saúde , uma data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para promover a conscientização sobre os múltiplos fatores que determinam a saúde e o bem-estar. Para a psicóloga Débora Queiroz , especialista em comportamento humano, saúde mental e qualidade de vida, este é um momento importante para refletirmos sobre o que realmente significa estar saudável — e como mente e corpo estão profundamente conectados.
“Saúde não é apenas a ausência de doenças. É o resultado de escolhas cotidianas conscientes, que envolvem alimentação, movimento, sono, relações, propósito e manejo do estresse. Quando cuidamos do corpo, também estamos cuidando da mente”, afirma Débora.
Saúde é um estado integral, sonoro e multifatorial
A definição atual de saúde, segundo a OMS, envolve bem-estar físico, mental e social . A ciência contemporânea reforça esse olhar ampliado, destacando que a saúde é construída diariamente a partir de pilares interdependentes.
Débora ressalta que é impossível pensar em saúde emocional sem considerar o estilo de vida como um todo. “A forma como nos alimentamos, dormimos, nos movimentamos e nos relacionamos influencia diretamente nossos níveis de energia, foco, humor e capacidade de enfrentar adversidades.”
Os 5 pilares da saúde segundo a ciência
Com base em evidências das áreas da neurociência, psicologia comportamental e medicina preventiva, a manutenção da saúde envolve cinco pilares principais:
1. Alimentação de qualidade
O que influenciamos a produção de neurotransmissores, como a serotonina e a dopamina, essenciais para o equilíbrio emocional. Dietas ricas em alimentos naturais — frutas, verduras, proteínas magras e gorduras saudáveis — favorecem a saúde do cérebro, enquanto o excesso de ultraprocessados está associado a estados inflamatórios, ansiedade e depressão.
2. Movimento corporal regular
A atividade física libera endorfinas, melhora a oxigenação cerebral, regula o sono e reduz sintomas de estresse. “Não é preciso seguir rotinas exaustivas — movimentos simples, como caminhada, dança ou alongamentos, já têm impacto positivo na saúde mental e na autoestima”, explica Débora.
3. Qualidade do sono
Dormir bem é um regulador natural das emoções. Durante o sono profundo, o cérebro processa memórias, regula hormônios e equilibra o sistema imunológico. Débora orienta: “A higiene do sono — como evitar telas antes de dormir, manter horários regulares e cuidar do ambiente — deve ser uma prioridade.”
4. Gestão do estresse
Saber lidar com os desafios diários é uma habilidade aprendida. Técnicas como meditação, respiração consciente, pausas na rotina, práticas de mindfulness e psicoterapia são recursos eficazes para prevenir o esgotamento mental. “O estresse não precisa ser um inimigo. Quando aprender a reconhecê-lo e regulá-lo, transformamos pressão em crescimento”, afirma.
5. Conexões humanas e propósito
Relações saudáveis e um senso claro de propósito são fatores protetores contra transtornos mentais. Ter com quem contar e sentir-se pertencente impacta diretamente os níveis de bem-estar. “Saúde mental é também nutrir vínculos, pertencer, contribuir. É viver com sentido”, completa a psicóloga.
Cuidar da saúde emocional é um direito, não um luxo
Débora reforça que o cuidado com a saúde emocional precisa ser contínuo e acessível, deixando de ser visto como um privilégio. “Buscar terapia não é um sinal de fraqueza, mas sim de coragem e responsabilidade consigo mesmo. A psicoterapia pode ser um espaço de autoconhecimento, alinhamento de valores e construção de estratégias para uma vida mais plena.”
No Dia Mundial da Saúde, a Dra Débora afirma que “viver com saúde é um compromisso diário com o que importa. E esse cuidado começa de dentro para fora.”
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SARAH MONTEIRO DE CARVALHO
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