O famoso exercício cardio vem sendo um dos principais questionamentos em relação ao ganho de massa muscular. Afinal, eles ajudam ou atrapalham nesse objetivo?
Os exercícios cardio e aeróbicos podem ser confundidos, mas há uma diferença entre eles. O profissional Marcelo Accioly, de 35 anos, o qual é médico interno pela faculdade AFYA-Faculdade de Ciências Médicas da cidade de Itabuna, Bahia, e também fundador da Liga Acadêmica de Medicina do Esporte com especialização em (nutrição esportiva, emagrecimento e hipertrofia, inteligência artificial), explica as diferenças entre eles e o cuidado com o excesso .
“O foco está na saúde cardiovascular e no fortalecimento do coração e dos pulmões, como corrida, ciclismo e natação, por exemplo”, conta.
Já o aeróbico, durante muito tempo, acreditou-se que aeróbico e hipertrofia “brigavam” dentro do corpo. Mas essa visão já está ultrapassada.
Estudos mostram que o aeróbico não apenas pode coexistir com a hipertrofia, como também pode otimizá-la quando bem ajustado. O que acontece no corpo com o aeróbico?
Melhora da capilarização muscular.
Aumenta o número de capilares ao redor das fibras musculares, melhorando a entrega de oxigênio e aminoácidos.
Ativação do metabolismo mitocondrial.
Estimula as mitocôndrias, melhora o uso de gordura como energia e preserva glicogênio muscular .
Aumento da sensibilidade à insulina.
Facilita o transporte de nutrientes para os músculos e favorece a síntese proteica.
O aeróbico, feito na intensidade e frequência certas prepara o terreno fisiológico para que seus músculos cresçam com mais eficiência.
A prática excessiva de cardio — especialmente sem planejamento ou suporte nutricional — pode trazer efeitos colaterais importantes, tanto para o desempenho quanto para a saúde geral. Veja os principais riscos:
1. Perda de Massa Muscular (Catabolismo)
• Em excesso, o cardio eleva o cortisol e reduz a disponibilidade de aminoácidos para os músculos.
• Pode dificultar a hipertrofia.
• Isso é agravado quando feito em jejum ou com baixa ingestão proteica.
2. Redução do Desempenho em Treinos de Força.
• Cardios longos ou intensos causam fadiga central e periférica.
• Prejudicam a performance em treinos resistidos, diminuindo carga, volume e eficiência nos estímulos para hipertrofia.
3. Supressão do sistema imunológico.
• Exercício aeróbico excessivo (>90 minutos, alta intensidade) pode suprimir a resposta imune.
• Aumenta o risco de infecções, principalmente respiratórias (típico em maratonistas sem período de recuperação adequado).
4. Diminuição da Taxa Metabólica Basal.
• O corpo pode “entrar em modo de economia de energia”, reduzindo o metabolismo para compensar o alto gasto calórico, aumentando a propensão ao acúmulo de gordura.
• Isso é comum em pessoas que associam muito cardio com déficit calórico extremo.
5. Risco de Overtraining e Distúrbios do Sono.
• Excesso de cardio sem recuperação suficiente eleva o cortisol, desregula o sono, o humor e pode causar sintomas como:
• Insônia
• Irritabilidade
• Falta de motivação.
• Fadiga crônica.
6. Desregulação Hormonal
• Mulheres podem sofrer com amenorreia (suspensão da menstruação).
• Em ambos os sexos, a testosterona pode diminuir, afetando libido, humor e ganho muscular, finaliza o profissional.
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ANDERSON DE OLIVEIRA NATIO
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