A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por 4 votos a 0, manter a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O julgamento virtual, finalizado na sexta-feira (20), referendou a decisão do ministro André Mendonça, que havia determinado a prisão de Vorcaro e de mais dois aliados no dia 4 deste mês.
Além de Vorcaro, continuam presos o cunhado Fabiano Zettel, acusado de atuar como operador financeiro, e o escrivão aposentado da Polícia Federal, Marilson Roseno da Silva, que supostamente ajudou a obter informações sigilosas sobre as investigações.
O julgamento começou na sexta-feira (13), quando a maioria de 3 votos a 0 já havia se formado para manter a prisão. Os ministros Luiz Fux e Nunes Marques também votaram pela manutenção da prisão. O último voto foi de Gilmar Mendes, que acompanhou a maioria, mas fez ressalvas durante sua manifestação. O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito e não participou do julgamento, devido a sua ligação com o resort Tayayá, que possui conexão com o Banco Master e está sob investigação pela PF.
Na semana passada, após a formação da maioria de votos, Vorcaro trocou de advogado, passando da banca de Pierpaolo Bottini, conhecido por ser crítico de delações, para José Luis Oliveira, um renomado criminalista. Essa mudança pode indicar a intenção de Vorcaro em firmar um acordo de delação premiada.
Recentemente, Vorcaro foi transferido da Penitenciária Federal em Brasília para a carceragem da superintendência da Polícia Federal, um movimento considerado o primeiro passo para as negociações de colaboração com os delegados e a Procuradoria-Geral da República (PGR).

