O julgamento do caso Henry Borel, que ocorre no 2° Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, entra nesta terça-feira (2) no seu nono dia, tornando-se o mais longo da história do estado. Até agora, foram ouvidas 22 testemunhas desde o dia 25 de maio.
O último depoimento foi do médico Jeferson Evangelista Correa, que defendeu o réu Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, acusado de assassinar o menino Henry, junto com sua mãe, Monique Medeiros. A acusação afirma que Henry, de apenas 4 anos, morreu em decorrência de agressões, com a causa da morte sendo uma laceração hepática causada por ação contundente.
Com o término da fase de testemunhas, o julgamento se aproxima de sua conclusão. A expectativa é que o resultado seja divulgado entre quarta (3) e quinta-feira (4).
Próximos Passos
Amanhã, os réus serão ouvidos, começando por Monique, conforme decisão judicial que alterou a ordem dos depoimentos. Durante o interrogatório, ambos poderão ser questionados por seus advogados, pela juíza Elizabeth Machado Louro, o promotor e a assistência de acusação, representada por Leniel Borel, pai de Henry.
A quarta-feira será dedicada aos debates, onde o Ministério Público fará sua acusação, seguido pela defesa. Cada parte terá 1 hora e 30 minutos para expor seus argumentos, além de tempo adicional para réplicas e tréplicas, considerando o número de acusados.
Jurados e Decisão
Após os debates, os jurados poderão solicitar esclarecimentos e acessar os autos do caso. Eles são compostos por sete membros da sociedade, que responderão a quesitos sobre a materialidade do fato e a possível absolvição dos réus.
A decisão dos jurados será baseada em votos sigilosos, e a juíza será responsável pela dosimetria da pena, caso haja condenação.
Incomunicabilidade dos Jurados
Os jurados permanecem no tribunal durante todo o julgamento e são proibidos de se comunicar entre si ou com pessoas externas sobre o caso. Eles ficam sob vigilância durante a noite em um alojamento específico do Tribunal de Justiça do Rio.

