A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou um parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (7), defendendo a realização de eleições diretas para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro. O documento foi anexado a uma ação do diretório estadual do PSD, que argumenta que o comando interino do estado deve ser decidido pela população, em vez de por votação indireta na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Segundo a PGR, a condenação do ex-governador Cláudio Castro pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) gerou uma vacância por motivos eleitorais, o que justifica a necessidade de uma eleição direta. A Procuradoria afirmou que a situação atual não se alinha com a realização de eleições indiretas e deve ser revista.
O julgamento final no STF sobre a eleição para o mandato-tampão ocorrerá nesta quarta-feira (8). O candidato eleito assumirá o cargo até o final deste ano, quando o novo governador, escolhido nas eleições de outubro, tomará posse para um mandato de quatro anos.
No dia 23 de março, a inelegibilidade de Castro foi determinada pelo TSE, que inicialmente sugeriu que o novo governador fosse escolhido por meio de eleições indiretas. Contudo, o PSD recorreu ao Supremo, solicitando eleições diretas. A renúncia de Castro um dia antes do julgamento, para se candidatar ao Senado, foi interpretada como uma estratégia para empurrar a realização de eleições indiretas.
A linha sucessória do estado está desfalcada, já que o ex-vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo em 2025 para assumir uma vaga no Tribunal de Contas. O próximo na linha de sucessão, Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj, foi cassado na mesma decisão do TSE que condenou Castro e está sob investigação no caso do ex-deputado TH Joias.
Atualmente, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, ocupa interinamente a posição de governador do estado.

