No dia 17 de março, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o retorno de Monique Medeiros à prisão preventiva. Ela é acusada de participação no homicídio de seu filho, Henry Borel, que tinha apenas 4 anos quando morreu em 2021. Monique, junto com seu ex-namorado, Dr. Jairinho, está sendo julgada pelo crime que chocou o Brasil.
A decisão do STF atendeu a uma reclamação feita por Leniel Borel de Almeida Junior, pai de Henry, que questionou o relaxamento da prisão de Monique pelo 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, que havia sido concedido por excesso de prazo. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestou favoravelmente ao restabelecimento da prisão, argumentando que a revogação violava decisões anteriores do STF.
O ministro Gilmar Mendes destacou que a revogação da prisão preventiva não considerou adequadamente as razões apresentadas pelo STF. Ele também observou que o suposto excesso de prazo foi causado por manobras da defesa para atrasar o julgamento, o que foi reprovado por comprometer a dignidade da Justiça.
Ao ordenar a prisão de Monique, Mendes enfatizou a necessidade de garantir sua integridade física e moral enquanto estiver sob custódia.
A morte de Henry Borel ocorreu em 8 de março de 2021, quando foi levado ao hospital sem vida, apresentando sinais de agressão. Monique afirmou em depoimento que encontrou seu filho deitado no chão, sem vida, e que tanto ela quanto Jairinho o levaram ao hospital. No entanto, as investigações revelaram que Henry já estava morto ao sair do apartamento, e laudos médicos confirmaram lesões graves em seu corpo.
Leniel Borel, pai de Henry, expressou sua indignação e traçou um perfil do casal, descrevendo Dr. Jairinho como um “sádico” e criticando Monique por não ter agido diante das agressões que seu filho sofria.

