O custo da construção civil segue em constante alta, conforme aponta o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), tornando o financiamento de novos projetos um desafio crescente para pequenas e médias construtoras. Para aquelas que não se enquadram nos perfis de habitação popular, a situação se torna ainda mais complexa, uma vez que financiadores públicos priorizam esse tipo de empreendimento. Já a captação de recursos junto a investidores privados exige uma governança bem estruturada, algo que muitas empresas do setor ainda não possuem.
Diante desse cenário, a Urbe.me, fintech pioneira na captação de investimentos para o segmento imobiliário com investidores pessoa física por meio do investimento coletivo – crowdfunding, revisou seu modelo de negócios e, há pouco mais de um ano, passou a estruturar operações entre incorporadoras e investidores institucionais. Desde então, a plataforma já conta com mais de 30 operações estruturadas neste formato, que resultaram na destinação de mais de R$ 55 milhões às incorporadoras. Segundo o COO da Urbe.me, Rodrigo Rocha, a demanda por capital no setor é muito maior, e ampliar as possibilidades de acesso ao mercado de capitais tornou-se uma prioridade. “Estamos falando de um mercado repleto de oportunidades e precisávamos ir além”, afirma Rocha.
Com essa visão, a Urbe.me firmou uma parceria estratégica com a GCS Capital, gestora de investimentos especializada em real estate e no middle market, para desenvolver mecanismos financeiros que acelerem o acesso ao capital privado por incorporadoras, garantindo ao mesmo tempo mais eficiência e segurança para os investidores. Segundo o CEO da GCS Capital, Charluan Gamballe, as primeiras operações realizadas em conjunto em 2024 já demonstraram resultados positivos. “Projetamos ampliar essa parceria em 2025, podendo chegar a R$ 50 milhões em operações através da GCS”, revela.
Desafios
Embora o crowdfunding seja uma alternativa viável para captação de recursos, Gamballe destaca que sua eficácia é limitada quando envolve investidores pessoa física. “Mesmo aqueles com perfil mais arrojado, muitas vezes não possuem o conhecimento técnico necessário para analisar riscos e oportunidades nas operações imobiliárias. Isso gera receio natural de comprometer grandes quantias, limitando os aportes e tornando o processo mais fragmentado e demorado”, explica.
Em contrapartida, ele ressalta que a atuação de players institucionais e fundos de investimento traz benefícios expressivos para o mercado de incorporadores do middle market. “O grande diferencial de lidar com essas estruturas mais robustas é a segurança e previsibilidade que elas oferecem. Isso, por si só, inspira confiança e facilita a atração de capital em maior volume, reduzindo o tempo de captação e garantindo uma rentabilidade mais atrativa”, complementa.
Segurança
Para o COO da Urbe.me, a fintech busca simplificar o acesso das incorporadoras ao mercado de capitais, oferecendo tecnologia avançada e boas práticas de governança. “Nosso objetivo é auxiliar as incorporadoras a superarem desafios de captação de recursos, conectando-as a investidores institucionais adequados para cada situação e empreendimento”, destaca Rocha. Com essa abordagem, a expectativa da Urbe.me para 2025 é captar R$ 200 milhões ainda no primeiro semestre.
Para garantir segurança aos investidores, a fintech adota um rigoroso protocolo de governança corporativa antes de incluir um projeto em seu portfólio. Esse processo envolve a análise detalhada da saúde financeira da incorporadora, a viabilidade dos empreendimentos e o monitoramento contínuo da obra, com relatórios periódicos para os investidores. “A tecnologia associada a um eficiente processo de conexão entre bons projetos imobiliários, governança corporativa e o mercado de capitais impulsionará ainda mais o setor, permitindo que diferentes perfis de empreendimentos tenham acesso ao financiamento adequado”, avalia Gamballe.
Segundo o Secovi-SP, a expectativa para 2025 é que o setor imobiliário cresça 5% na cidade de São Paulo, tanto em vendas quanto em lançamentos. Para Gamballe, a chave para captar esse crescimento está na profissionalização das incorporadoras. “O capital existe e está disponível, mas é fundamental que as empresas entendam cada vez mais os objetivos dos investidores e como se preparar para atendê-los. A governança é um passo essencial para o sucesso”, finaliza.
Sobre a GCS Capital
GCS Capital é uma gestora de recursos autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e certificada pela ANBIMA. Signatária do PRI (Principles for Responsible Investment) e do Pacto Global da ONU, a empresa oferece soluções globais em wealth management, estruturação e gestão de fundos de investimento, private equity e multi family office. Com ampla expertise nos mercados financeiro, agro, tech e imobiliário, a GCS Capital também atua como financial & board advisory na estruturação de negócios, com presença no Brasil, Emirados Árabes e outros mercados internacionais. É registrada perante a CVM na categoria Gestor de Recursos e Distribuidor de Fundos Próprios de Investimento, é a empresa responsável pela idealização e estruturação do Complexo Turístico Mirante da Santa.
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JOÃO GABRIEL DE JESUS PALHARES PIMENTA
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