Na Catedral Basílica de Aparecida (SP), a principal cerimônia religiosa do Dia de Nossa Senhora Aparecida, o arcebispo metropolitano, Dom Mário Antônio da Silva, fez um apelo por paz e desarmamento. Em seu sermão durante a missa solene das 9h, ele destacou a urgência de combater a fome e a pobreza, enfatizando a responsabilidade de cada um diante das injustiças sociais.
“Quem escuta Deus não pode ficar indiferente diante da fome, da pobreza, da violência, da solidão”, afirmou Dom Mário, chamando a atenção para as dificuldades enfrentadas por muitas famílias e indivíduos no Brasil e no mundo.
Além de abordar questões sociais, o arcebispo enfatizou a necessidade de uma paz desarmada, citando as palavras de Jesus e alertando para as divisões causadas por armamentos e conflitos. “O evangelho não nos autoriza a odiar quem pensa diferente”, acrescentou.
Após a missa, em uma coletiva de imprensa, Dom Mário respondeu a questionamentos sobre a relevância de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil, em meio a recentes polêmicas políticas. Ele expressou confiança de que o título, concedido em 1930, permanecerá inabalável, apesar das movimentações políticas em curso.
A celebração atraiu milhares de romeiros, com estimativas apontando cerca de 150 mil visitantes ao santuário ao longo do dia. A devoção foi evidente, com muitos enfrentando longas jornadas a pé para chegar ao local sagrado, buscando bênçãos e paz para o país.
Entre os romeiros, Anderson Roberto Mendes da Costa, que caminhou 172 quilômetros, e Rosemeire Alves Araújo Vieira, que veio de Minas Gerais, relataram suas experiências emocionantes e pedidos de bênçãos em meio ao clima de incertezas políticas.

