O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, anunciou nesta terça-feira (20) que a Corte não participou das mudanças de locais de votação para o segundo turno das eleições, programado para o próximo domingo (25). Segundo ele, a responsabilidade pela alteração é dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) em cada estado, que agem em resposta a problemas registrados durante o primeiro turno, como danos em escolas e desabamentos provocados pelas chuvas.
Nunes Marques destacou: “O TSE não tem nenhuma participação na alteração de endereço de local de votação. Ele não solicita, não autoriza, não há nenhum tipo de cancelamento.” Ele explicou que as demandas são detectadas pelos cartórios eleitorais e resolvidas pelos TREs.
Durante a abertura da sessão, o ministro também comentou sobre a inconsistência de dados que levou a uma discrepância no número de mudanças. Inicialmente, o site do TSE indicava cerca de 4 mil seções alteradas, mas após atualização, esse número caiu para apenas 102 locais de votação em todo o Brasil. Essa correção ocorreu após o TSE solicitar a atualização imediata das informações por meio de ofício aos TREs.
As mudanças de locais de votação afetarão diversos estados, como Minas Gerais (17 locais), Paraná (9), e Rio Grande do Sul (7), entre outros. Por outro lado, estados como Acre, Goiás e Santa Catarina não tiveram alterações.
Para verificar se houve mudança no local de votação, os eleitores devem acessar o aplicativo E-título, o Autoatendimento eleitoral ou o ChatVote. É importante que, mesmo após consultar o local anteriormente, o eleitor confirme a informação no dia da eleição, antes de sair de casa. Além disso, recomenda-se votar pela manhã para ter mais tempo em caso de mudança de seção.
Em meio a essas informações, circulam mensagens em grupos de WhatsApp e redes sociais com links não oficiais sobre os locais de votação. O TSE alerta que os eleitores devem sempre consultar apenas as fontes oficiais da Justiça Eleitoral para evitar desinformação.

