O estado de São Paulo enfrenta uma nova realidade demográfica: para cada 100 crianças e adolescentes com menos de 15 anos, há agora 101 pessoas com 60 anos ou mais. Essa informação, revelada por uma pesquisa da Fundação Seade, mostra que o índice de envelhecimento paulista alcançou 101,0 em 2025.
Esse fenômeno é resultado de uma transição demográfica rápida. Nos últimos setenta anos, desde 1950, o índice multiplicou-se por 8,7 vezes. De acordo com a porta-voz da Seade, Lucia Yazaki, a diminuição da fecundidade e o aumento da expectativa de vida são fatores determinantes para essa mudança. Atualmente, a taxa de fecundidade no estado é de apenas 1,5 filho por mulher, comparada a cerca de quatro filhos por mulher no século passado.
A entrada da geração X na terceira idade, com 549 mil pessoas completando 60 anos, também contribui para essa dinâmica. Essa geração representa 6,6% da população idosa e se aproxima do total de 9,2 milhões de indivíduos entre 45 e 60 anos.
As disparidades regionais em São Paulo são notórias. Enquanto as regiões ao sul, como Registro e Itapeva, apresentam menores índices de envelhecimento, com 93 idosos para cada 100 jovens, as regiões ao norte e noroeste, como Araçatuba e Presidente Prudente, possuem índices superiores a 120. Essa variação é fortemente influenciada por fatores socioeconômicos locais.
Com o aumento do número de idosos, cresce a necessidade de políticas públicas em áreas como saúde, previdência, infraestrutura e cuidado. A mudança no formato da pirâmide etária reflete uma sociedade em transformação, onde a atenção às necessidades da população idosa se torna cada vez mais urgente.

