Na última terça-feira (29), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniu com líderes de gigantes da Inteligência Artificial como Google, OpenAI, Meta, X (antigo Twitter), Nvidia e Anthropic para estabelecer um acordo de autorregulação. Este pacto visa implementar mecanismos de segurança e controle, em resposta às crescentes preocupações da sociedade americana sobre os perigos associados à expansão da IA.
Entre os compromissos firmados, destaca-se a implementação de controles internos para monitorar os sistemas de IA e garantir que não ocorram acessos não intencionais a dados sensíveis. Este movimento ocorre em meio a incidentes, como o recente acesso involuntário de um sistema da OpenAI a uma base de dados da saúde pública da Austrália.
O documento assinado propõe também a formação de uma equipe interna em cada empresa para monitorar os sistemas de IA, além de parcerias com auditores externos independentes para supervisão. “Essas etapas proporcionarão confiança ao público sobre o funcionamento seguro da tecnologia”, afirma o texto.
Embora o governo Trump tenha optado pela autorregulação, o documento sugere que, futuramente, possa ser necessário codificar essas diretrizes em leis. Entre os riscos destacados, estão a possibilidade de a IA facilitar ataques cibernéticos e sua influência negativa no mercado de trabalho e na economia.
Uma pesquisa da Ipsos e Reuters revelou que 73% dos americanos acreditam que as empresas de IA não estão fazendo o suficiente para evitar danos causados pela tecnologia, enquanto 39% consideram que a IA tem um impacto negativo na sociedade.
Após a assinatura do acordo, Trump afirmou que as empresas devem formar parcerias com comunidades para a instalação de data centers, enfatizando que a colaboração trará benefícios mútuos. Mark Zuckerberg, da Meta, destacou que o acordo visa transmitir confiança ao público sobre a operação da tecnologia. O CEO da Anthropic, Dario Amodei, ressaltou a necessidade de um diálogo contínuo sobre os riscos da IA.
No mesmo dia, Trump assinou uma Ordem Executiva que redefine a IA como superinteligência, com a intenção de refletir melhor o potencial e as capacidades dessa tecnologia. No entanto, críticos, como o cientista brasileiro Miguel Nicolelis, argumentam que o termo “inteligência” é uma metáfora que pode enganar sobre a verdadeira natureza das capacidades da IA.

