O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu nesta quinta-feira (1°) não afastar o ministro Flávio Dino do julgamento de ações contra o senador e candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL). A decisão foi tomada após a rejeição de uma arguição de suspeição apresentada pelo próprio candidato.
Flávio Bolsonaro argumentou que Dino deveria ser considerado suspeito para relatar a investigação que apura o uso de emendas parlamentares em benefício do filme Dark Horse, uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, devido à sua relação pessoal com o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os detalhes da decisão permanecem em segredo de Justiça. Flávio Dino é o relator de uma ação que investiga se o deputado federal Mário Frias (PL-SP) destinou emendas de R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil, vinculado à produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme.
Além disso, nesta semana, Dino também suspendeu uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que impediu postagens ligando Flávio Bolsonaro a um projeto de lei que visava retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.

