Durante um ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que seu partido tomará medidas legais contra a suspensão do canal “Exército do Lula”. A decisão foi proferida pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques.
Lula afirmou: “Vamos hoje entrar na Justiça com um pedido do nosso partido para que a gente equilibre esse jogo. Não vamos aceitar intromissão indevida da Justiça Eleitoral na eleição.”
O presidenciável questionou a imparcialidade das decisões que considera tendenciosas contra sua candidatura, ressaltando que Nunes Marques foi indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por Jair Bolsonaro, pai de Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário nas eleições.
O pedido de suspensão do canal ocorreu após alegações de que ele estaria disseminando desinformação sobre cancelamento de benefícios sociais em uma possível vitória de Lula. O canal, criado pelo deputado André Janones (Rede-MG), foi defendido por ele como uma plataforma para mobilizar e orientar eleitores durante o segundo turno das eleições presidenciais.
Janones rebateu as acusações, afirmando que o canal não foi utilizado para divulgar notícias, mas sim para “mobilizar, crescer páginas e trazer pessoas”.
As tensões entre as campanhas e as decisões judiciais continuam a agitar o cenário eleitoral, com Lula prometendo lutar contra o que considera injustiças.
*Colaborou André Richter.*

