No segundo dia do BiS Brasília, realizado em 3 de junho de 2026, no Royal Tulip Alvorada, em Brasília (DF), um dos debates que mais chamaram atenção dentro do evento de apostas foi a conversa sobre publicidade, transparência e responsabilidade nas comunicações do setor.
O painel ocorreu das 10h55 às 11h15 e reuniu Vitor Hugo do Amaral Ferreira, Diretor Jurídico do CONAR, e Ricardo Magri, CEO da EBAC, para discutir como marcas, influenciadores e operadores devem atuar diante dos desafios do mercado regulado de apostas.
A discussão ganhou relevância no evento de apostas porque tratou de um dos temas mais sensíveis para a consolidação do setor: a forma como a publicidade de apostas chega ao consumidor.
Em um ambiente digital de alta exposição, velocidade e alcance, os debatedores destacaram que transparência, ética e governança deixaram de ser diferenciais e passaram a ser exigências básicas para a comunicação empresarial.
Logo no início da conversa, CEO da EBAC, Ricardo Magri, afirmou: “Publicidade, especialmente o termo influenciador, tem uma conotação muito forte em nosso setor. E limite tem uma conotação muito forte para o jogo responsável.” A fala abriu o tom do painel ao aproximar duas agendas que hoje caminham juntas no mercado de apostas: expansão comercial e proteção ao consumidor.
Por que a publicidade se tornou um tema tão central para o setor de apostas?
Ao longo do debate, Diretor Jurídico do CONAR, Vitor Hugo do Amaral Ferreira, afirmou: “Se quisermos resumir aqui, um aspecto que é muito caro e essencial para falar sobre publicidade é a transparência.”
A declaração resume o principal eixo do painel no evento de apostas: a publicidade do setor não pode ser analisada apenas sob a ótica da promoção comercial, mas também como instrumento de informação responsável ao consumidor.
Na avaliação de Ferreira, a comunicação ética é indispensável para que o mercado regulado consiga se diferenciar de práticas enganosas, abusivas ou irregulares.
O representante do CONAR também reforçou que a publicidade não deve ser tratada apenas como problema, mas como parte da solução, desde que siga parâmetros claros. Nesse sentido, ele afirmou: “A publicidade, antes de qualquer coisa, é informação.”
A observação foi importante porque recolocou o debate em um ponto central: proibir ou esvaziar a publicidade do setor regulado pode abrir espaço para agentes que operam fora das regras.
Dentro do evento de apostas, esse argumento apareceu como um dos mais estratégicos da conversa, já que a consolidação do mercado de apostas depende justamente da capacidade de distinguir quem segue normas de quem atua à margem delas.
Quais foram os alertas sobre influenciadores, contratos e governança?
Outro ponto de destaque foi a influência digital. Os participantes defenderam que o crescimento da comunicação por afiliados e criadores de conteúdo exige mais rastreabilidade, responsabilidade compartilhada e alinhamento entre marca e mensagem. Nesse contexto, Ferreira reforçou: “O influenciador contratado não tem nada a discutir sobre responsabilidade.”
A fala indicou que, uma vez formalizada a relação entre operador e influenciador, a responsabilidade sobre a informação divulgada precisa ser tratada com seriedade e governança.
Na mesma linha, Magri observou que a regulação já tenta construir um caminho mais claro para a fiscalização desse ecossistema, especialmente no setor de apostas, em que a atuação de influenciadores se tornou uma das principais frentes de aquisição de clientes. O executivo também chamou atenção para o fato de que o mercado, ao menos nesse primeiro momento regulado, apresentou comportamento relativamente mais organizado do que muitos previam.
Ao encerrar sua participação, Ferreira também apontou a importância da ação conjunta entre empresas, autorregulação e poder público.
Segundo ele, “quanto mais organizado você for e mais aparente essa organização for para o exterior, melhor.” A mensagem reforçou que a sobrevivência e a credibilidade do setor passam menos por respostas isoladas e mais por uma agenda coletiva de conformidade.
Com isso, o painel consolidou uma das mensagens mais importantes do segundo dia do BiS Brasília: o avanço do mercado regulado de apostas exige publicidade ética, influência digital responsável e compromisso real com a proteção do consumidor.
Dentro do evento de apostas, a discussão deixou claro que o futuro da comunicação no setor dependerá não apenas de alcance e conversão, mas da capacidade de construir confiança pública em torno das apostas.

