Neste domingo (25), representantes de sete centrais sindicais emitiram uma nota de protesto contra a falta de ônibus urbanos e as restrições em outros meios de transporte no dia do segundo turno das eleições presidenciais. No documento, os dirigentes afirmam que esses problemas tornaram difícil o deslocamento dos eleitores até os locais de votação e exigem ações das autoridades competentes.
A carta foi assinada por líderes de organizações como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), e outras. Segundo eles, a diminuição da frota de ônibus em várias cidades violou uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que garante a operação do transporte público com 100% da capacidade durante as eleições.
As centrais relatam que milhares de eleitores ficaram em pontos de ônibus sem saber se chegariam a tempo para votar. O documento também menciona denúncias de restrições em voos e no transporte por barcas na região do rio Amazonas.
“É inadmissível que, em uma democracia, em pleno século 21, cidadãos aptos a votar sejam impedidos de exercer seu direito de forma deliberada”, afirmam os dirigentes na nota.
As entidades consideram a situação uma ameaça à cidadania e pedem uma investigação rigorosa das denúncias. Elas exigem uma resposta efetiva das autoridades e órgãos de fiscalização, com o intuito de garantir que todos os eleitores possam participar do processo democrático.
“É fundamental que estejamos vigilantes e cobrando das autoridades para uma atuação eficaz”, enfatizam os líderes sindicais, destacando que a apuração das denúncias deve transcender a atribuição de responsabilidades entre os governos estaduais e municipais. “É crucial garantir que nenhum eleitor seja prejudicado pela falta de transporte”, conclui o texto.

