O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que o canal Exército do Lula não pode ser suspenso ou restrito, afirmando que apenas o plenário do tribunal possui essa autoridade. Em sua decisão, o ministro destacou que qualquer ação monocrática relacionada ao canal, especialmente de natureza administrativa, é inválida.
Essa decisão foi tomada após a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentar um mandado de segurança preventivo ao TSE. O canal, que conta com quase 9,6 milhões de inscritos, foi alvo de uma solicitação de investigação por parte da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
Na véspera, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, havia solicitado uma análise detalhada das publicações do canal, gerando preocupações sobre uma possível suspensão. Floriano esclareceu que a intenção de Flávio Bolsonaro era, na verdade, suspender as atividades do canal, embora isso não estivesse explicitamente mencionado na solicitação.
O TSE também negou ter ordenado a retirada de canais do WhatsApp, respondendo a alertas do deputado André Janones sobre uma possível suspensão do Exército do Lula. O tribunal enfatizou que não houve tal determinação e que os prazos para processos eleitorais são curtos, afastando interpretações indevidas.
Além disso, durante uma reunião com representantes da Meta, o TSE reiterou a necessidade de um tratamento equitativo para as candidaturas de Lula e Flávio Bolsonaro, solicitando que as plataformas reforcem suas operações para garantir o cumprimento da legislação eleitoral.
A situação destaca as tensões entre as campanhas presidenciais, com a campanha de Lula acusando a Meta de favorecimento, enquanto a de Flávio denuncia manipulações nas redes sociais. O cenário segue em desenvolvimento à medida que as eleições se aproximam.

