O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, estabeleceu um prazo de 24 horas para que a Meta apresente um relatório técnico sobre o funcionamento do canal Exército do Lula, criado no WhatsApp para apoiar a candidatura à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A solicitação atendeu a um pedido protocolado pela campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
A campanha de Flávio Bolsonaro argumenta que existem indícios de que as redes operadas pela Meta não estão cumprindo o plano de conformidade entregue ao TSE, que visa garantir a integridade do processo eleitoral. Após a Meta comunicar que não encontrou irregularidades no canal, os advogados de Flávio questionaram os critérios utilizados pela empresa para essa conclusão, bem como o período analisado.
Com a decisão do TSE, a Meta deverá realizar uma análise detalhada do canal Exército do Lula, incluindo informações sobre o comportamento coordenado entre contas e canais, padrões de engajamento e rastreabilidade de conteúdos. Além disso, a plataforma deverá avaliar as atividades publicitárias relacionadas.
O Google e o X também foram solicitados a informar se identificaram ações coordenadas de hashtags relacionadas ao canal.
Em uma atualização anterior, Kassio Marques determinou o arquivamento do processo que tratava do registro do canal Exército do Lula, após a campanha petista registrar oficialmente o canal no tribunal. O TSE também aprovou uma resolução que estabelece que o registro de canais ligados às campanhas deve ser realizado, assim como ocorre com sites e perfis nas redes sociais dos candidatos.

