O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, anunciou a reativação do canal “Exército do Lula”, criado no WhatsApp para apoiar a candidatura à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O canal é administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).
A reativação foi autorizada após a campanha de Lula ter formalizado o registro do canal junto ao TSE. Na manhã de hoje, o presidente do TSE havia determinado a retirada do canal do ar pela segunda vez, alegando falta de registro. Essa decisão foi tomada em um processo administrativo, que não requer aprovação do plenário da Corte Eleitoral.
A nova decisão do presidente estipula que o canal poderá voltar a funcionar após um intervalo de 48 horas, conforme as resoluções do TSE. “Autorizo a retomada do funcionamento do canal Exército do Lula, após o decurso do intervalo de 48 horas contado da comunicação efetuada nos autos do registro de candidatura”, declarou Nunes Marques.
O ministro ressaltou que a suspensão anterior do canal não se justifica mais, já que o registro foi realizado. Antes, a continuidade do funcionamento estava condicionada ao cumprimento dessa medida.
A ausência de comunicação formal sobre o canal havia sido o motivo da suspensão anterior. Com o registro agora efetivado, a decisão de manter o canal suspenso deixaria de ser a providência menos gravosa.
Recentemente, o canal “Exército do Lula” enfrentou uma série de disputas judiciais. No último sábado (11), Nunes Marques havia suspendido o canal, mas essa decisão foi revertida horas depois pelo corregedor do TSE, Ricardo Villas Bôas Cueva, que permitiu o retorno da página.
O corregedor argumentou que a suspensão não era válida, uma vez que o caso estava sendo analisado em um processo judicial regular. Ao reavaliar a situação, Nunes Marques afirmou que a falta de comunicação formal do endereço do canal à Justiça Eleitoral era um motivo suficiente para a suspensão.
Com 4,3 milhões de inscritos, o canal é alvo de críticas de Janones, que acusa a Justiça Eleitoral de censura e favorecimento à campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula na corrida presidencial.

