O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, na última sexta-feira (9), suspender um site que estava oferecendo criptomoedas a usuários que publicassem postagens apoiando o candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL). A medida foi tomada pela ministra Estela Aranha, que considerou a prática uma forma de vantagem econômica ilícita durante o período eleitoral.
A denúncia que levou à ação do TSE foi apresentada pela coligação do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que alegou que a distribuição de ativos virtuais em troca de propaganda política poderia comprometer a lisura do pleito.
O caso veio à tona por meio de uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo, revelando a estratégia do site. Após a repercussão, a campanha de Flávio Bolsonaro se distanciou da iniciativa, afirmando desconhecer a autoria do site e anunciando a intenção de tomar medidas judiciais para derrubar a página. O candidato também negou ter contratado perfis para promover conteúdo ou produtos relacionados à sua campanha.

